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GUATEMALA: CRESCENDO ATÉ QUE SE TORNE CELEIRO MUNDIAL DE MISSÕES
Dissertação apresentada como requisito parcial para obtenção do certificado do Curso de Preparo Missionário da Missão Antioquia, sob a orientação do Prof. Hamilton Pernick.
Araçariguama/SP 2008
DEDICATÓRIA
Ao Deus Pai, Deus Filho e Ao Deus Espírito Santo.
Ao meu filho espiritual e por adoção, Danilo Augusto Pereira, mais que um amigo, mais chegado que um irmão, inspiração para viver em busca da justiça, Da santidade e da bondade
À Igreja de Cristo na terra, de toda tribo, língua, raça e nação, que aguarda o encontro com Cristo nos ares.
AGRADECIMENTOS
- Ao Prof. Rev. Silas Tostes, orientador e presidente da Missão Antioquia.
- À Diretora Missionária Márcia Tostes, À Missionária Sônia Coordenadora do CPM/2.008, À todos os membros, alunos e funcionários, do ministério Vale da Benção e ao Pastor Jonathan seu fundador.
- Aos professores do Curso de Preparo Missionário: Dr. Kevin Bradner (IMMI), Dra. Vera Gaboardi, Mis. Durvalina Bezerra (BETEL BRASILEIRO), Prof. Hamilton Pernick, Mis. Neide (ALEM), Missionário Márcio (MEAP), Reverendo Elben (ULTIMATO), Pr. Jonathan, Missionária Jussara (JOCUM), professores Maurício e Marcel(CADI), Mis. Alessandra Bernardes (IEQ), Prof. José Ronaldo, Geni Goulart (AEBVB), Pr. Oswaldo Lopes (IEC), Mis. Margaretha Adwardana (AME), Marcos Grava, Maria Cristina Vieira, Pr. Hsiung.
- Ao Pastor Rodrigo Benedetti, Companheiro de ministério, e dirigente da Igreja Internacional da Graça de Deus na Ponte Rasa/SP, e sua esposa Leia Bitencourt.
- Aos membros, obreiros, evangelistas e jovens, da Igreja Int. da Graça de Deus, e da IEAD/Mauá.
- Meus mais sinceros agradecimentos aos amigos e amigas de diversas cidades, e ESPECIALMENTE à minha família que estiveram solidários ao Chamado Divino para a minha vida, contribuindo assim para que eu realizasse mais um sonho que nasceu no coração de Deus para alcançar as Nações.
- Em especial agradeço aos meus discípulos: Danilo Augusto, Davi, Wilham Canuto, Valter, Américo Piropo, Géssica Menezes, Karina Evangelista, Juliana, e os irmãos Luiza, Dorival, Dora e Djalma. Pelo que posso afirmar, este trabalho foi possível se concretizar graças ao que cada um de vocês foi oferecendo, em forma de oração, oferta, amor e o mais importante: a sua amizade. Portanto, esta pesquisa não somente a mim pertence, mas, sim, é de todos Nós. De coração, muito obrigado, e que Dios Nuestro Padre, vos bendiga com muchas gracias.
INTRODUÇÃO - Trabalho acadêmico completo sobre a Guatemala
A República da Guatemala é um país de contrastes e contradições, situada na metade do continente americano, banhada por ondas do mar do Caribe e do Pacífico. Seus habitantes convivem numa Nação de caráter multiétnico, multilingüe e pluricultural uma população hoje estimada em cerca de 14 milhões de habitantes.
1 - PANORAMA - Trabalho acadêmico completo sobre a Guatemala
2 - HISTÓRIA - Trabalho acadêmico completo sobre a Guatemala
2.1 - Os Maias
2.1.1 - Período Pré-clássico Temporão e Período Pré-clássico Médio
Seus inícios remontam-se a mais de 4.000 anos. Para seu estudo propõe-se quatro diferentes períodos.
No Período Pré-clássico Temporão, entre os anos 2000 ao 800 a.C. quando estabelecem-se povoados dedicados à pesca e uma agricultura de primitivos cultivos. Neste tempo, aparecem as típicas casas com teto de palha.
No Período Pré-clássico Médio do ano 800 ao 300 a.C. funda-se assentamentos tão importantes Tikal e estabelecem as principais rotas comerciais e aparecem as primeiras manifestações primitivas do que iria ser a grande cultura maia.
No Período Pré-clássico Tardio do 300 a.C. ao 250 d.C. proliferam as construções e pirâmides e templos, acima dos que foram construídos outros pelos descendentes.
No Período Clássico Temporão do ano 250 ao 600 d.C. os teotihuacanos invadem os maias, conquistando-os e, impondo as suas leis. Porém, a cultura maia consegue absorve-los. Esta etapa é conhecida como a Cultura Esperança, onde encontra-se elementos próprios das culturas do centro do México. É também nesta época quando cidades como Tikal, Copão ou Kaminaljuyú têm o seu apogeu, e desenvolve-se um elaborado calendário. Aparece por outro lado, as estrelas com grifos e a cerâmica policromada mudando suas formas e desenhos.
2.1.2 - Período Clássico Tardio do 600 ao 900 d.C
No Período Clássico Tardio do 600 ao 900 d.C. é quando a cultura maia alcança o cume do seu desenvolvimento. Neste tempo regiam-se por autonomias e cada reinado era independente dos outros. No final deste período, na Península de Yucatão tem início a civilização de Chichén-Izá e Uxmal, impondo-se acima das outras, lentamente.
No Período Pós-clássico Temporão, do ano 900 ao 1200 d.C. é quando inicia-se o estranho declive. É o momento em que os toltecas iniciam sua expansão, introduzindo a Quetzacóatl que aparece sob a forma do deus Kukulcão na cultura maia.
Finalmente, no Período Pós-clássico Tardio, do ano 1200 ao 1530 d.C. desenvolve-se a cultura dos maias itzaes, que fundam a cidade de Maiapão, destruida posteriormente, pelos xiú de Uxmal. À chegada dos espanhóis só deixaram vestígios da cultura maia. Porém, os Itzá resistiram à conquista por mais de 170 anos, até que Martín de Ursúa submeteu-os em 1697.
Do século IV ao século XI, as terras baixas da região de Péten foram o coração da florescente civilização Maia. Depois do colapso dos estados das terras baixas, os estados Maias do altiplano central continuaram existindo mais ou menos organizados. Embora os conquistadores espanhóis tenham chegado à região em 1523, houve uma feroz resistência das cidades-estado maias e a última só foi efetivamente conquistada em 1697 .
2.2 - Guatemala Colônia
No ano de 1542 o país organiza-se sob a Capitânia Geral, que incluia as províncias de Honduras, Nicarágua, Guatemala e Costa Rica. Durante os séculos XVI, XVII e XVIII a igreja concentrou grande parte do poder político.
Em 1543, foi criada a Audiência de Confines, que recebeu este nome por estar localizada em um ponto fronteiriço das províncias de Guatemala, Honduras e Nicarágua. Em Guatemala estabelece-se o primero arcebispado da América Central, no ano 1742.
Guatemala foi o nome de uma das Audiências que os espanhóis estabeleceram na América. A conquista do país foi por ordem de Hernán Cortés. Pedro de Alvarado começou a dominação do território, sendo nomeado governador e capitão da Guatemala e suas províncias.
2.3 - A Independência
A Guatemala viveu em paz até 1821, data em que as vitórias das tropas rebeldes no México mudaram a situação interna. O imperador Agustin Iturbide, apoiado por parte da população centro-americana incorporou a região ao Império do México, porém, em 1823, depois da sublevação de Santa Ana, foi proclamada a independência absoluta da América Central, isto é a antiga Capitania-Geral da Guatemala, com o nome de Províncias Unidas da Centro-América.
2.4 - Liberais e Conservadores
A Guatemala, até 1821, foi uma colônia da Espanha. Durante a segunda metade do Século XX experimentou uma variedade de governos militares e civis, bem como uma guerra civil que durou 36 anos. Em 1996, o governo assinou um acordo da paz terminando formalmente com o conflito, que levou à morte de mais de cem mil pessoas e tinha criado um milhão de refugiados.
Desde o ano 1831 até agora sucederam-se diferentes ditaduras sob a forma de governos liberais e conservadores. Na década dos anos sessenta e setenta do século XX, faz a sua aparição a gerrilha, tanto de extrema direita quanto da esquerda, que enfrentam-se durante vários anos. Nos anos oitenta sucederam-se golpes de estado por parte dos militares, que instauraram uma política de repressão e injustiça. Precisa–se assinalar que, um dos elementos que caracterizaram a história contemporânea da Guatemala, tem sido os contínuos enfrentamentos entre as duas ideologias predominantes no país: os liberais e os conservadores.
Estas lutas que provém do século XVII, tão só conseguiram que o país atrasasse sempre a sua oportunidade de vivir em paz e iniciar um desenvolvimento social justo. Nas recentes eleições saiu vencedor Alvaro Arzú, que promete resolver a difícil situação que o país atravessa.
2.5 - A Partir de 1960
A partir dos anos 1960, a Guatemala passou por períodos de bruscas mudanças, em especial das relações econômicas e do equilíbrio recíproco das diferentes classes e categorias sociais. Não menos importantes foram as lutas internas pela defesa dos direitos fundamentais da sua gente.
Nesse período, o país foi afetado pelas sucessivas mudanças políticas e pelo estalo do enfrentamento armado dos quais têm origem as bases para as inovadoras e repressivas estratégias militares de ordem "neocolonialista" contra os movimentos populares e de resistência antimilitar, apoiados por grandes massas de população e não devidamente vitoriosos. Nessa mesma época, eram notórias realidades similares na Nicarágua, também em Honduras, Costa Rica, El Salvador e Panamá.
Todos esses regimes militares foram-se consolidando e se justificando pelo que se chamou de "Doutrina da Segurança Nacional", ideologia imposta pelos Estados Unidos, que vinha de um origem mais conjuntural do que filosófica das políticas americanas. Por meio dela se aplicaram os mecanismos mais trágicos e devastadores contra pessoas e grupos, como também dos bens materiais, culturais e institucionais da História
2.6 - Realidade centro-americana
É interessante observar que os países que formam essa região foram desenvolvendo-se com base em particularidades históricas similares às do passado colonial da "República Federal", que abrangia a Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua e Costa Rica. Nesse tempo toda a realidade da América Central se caracterizava por suas lutas internas e externas.
Toda América Central viveu-se um auge econômico pela "robusta exportação agropecuária", que assegurava certa estabilidade econômica, assim como pela relativa expansão do mercado do café, banana, algodão, açúcar, cacau e arroz, entre outros. Em conseqüência, os países centro-americanos tinham uma característica comum: o mercado agropecuário, de importância fundamental para as políticas internas e externas de caráter pré-capitalista com firme contribuição das tendências expansionistas norte-americanas.
No caso da Guatemala, por exemplo, a consolidação de uma economia agropecuária levou à aplicação de reformas e leis que garantiam diretamente autênticos senhores feudais, políticos e militares como os principais beneficiários das rendas e em condições altamente favoráveis para se apossar de vastas extensões de terras. As circunstâncias em que se processam esses desmandos vão resultar em uma enorme desigualdade social.
É preciso voltar no tempo e considerar que, por muitas décadas, fronteiras geográficas naturais da Guatemala foram bens não apenas de sobrevivência dos maias do Meso-América. Era seguido à risca o pensamento segundo o qual a terra "é um bem, um dom entregue por Deus à humanidade e, por sua vez, um símbolo central da cultura e espiritualidade pela qual se constitui uma relação intrínseca com a identidade dos maias".
2.7 – Luta pela Terra
Esses tinham outra percepção sobre o uso da terra, que a consideravam não como meio de exploração, mas para a vida entregue ao livre jogo na natureza. Esta é sua visão predominante nos povos indígenas como: Achí, Acateco, Awacateco, Chortí, Chuj, Itza, Ixil, Jacalteco, Kanjobal, Cachiquel, Quiché, Mam, Mopám, Pocomam, Pocomchí, Q´eqchí, Sacapulteco, Sicapaquense, Tectiteco, Tz´utujil e Uspanteco.
Cada um dos grupos mantinha seus próprios costumes, línguas e tradições, unidos em uma mesma raiz milenária da cultura maia e identificados pela cosmovisão relacionada à "Mãe Terra". Terra que dos períodos da conquista européia até nossos dias lhes foi negada, particularmente da mesma legislação política e reformas que omitem a discussão do tema agrário, tal como tentaram em várias oportunidades os diferentes movimentos indígenas e camponeses na luta por seus direitos.
Em razão de antagonismos, a oligarquia política burguesa e militar e os novos setores agroexportadores não estavam dispostos a negociar privilégios para a hegemonia do "Mercado Comum Centro-Americano (MCC)", dirigido pelas políticas e agências econômicas regionais norte-americanas. Assim, então, não se aplicavam leis de reformas agrárias a favor do grupo de camponeses ou dos grupos indígenas. Os interesses particulares seriam tragicamente afetados. Por isso, era conveniente legislar com políticas estratégicas para recolocar os camponeses em terras de reservas, impróprias para a agricultura e sem condições mínimas de comunicação e transporte.
2.8 – Presidente Julio Césart Méndez Montenegro

Nas eleições presidenciais do dia 6 de março de 1966, foi eleito o advogado e professor Julio César Méndez Montenegro, do Partido Revolucionário, de tendência centrista.
Durante o período 1966-1970, a violência aumentava e as garantias individuais foram suspensas. Inicia-se, então, a chamada "etapa de repressão institucionalizada", o que quer dizer que foi um primeiro golpe contra os movimentos guerrilheiros e população do Nordeste do país: o ex-professor universitário cede totalmente diante dos militares e permite que se impulsione a campanha de segurança interna (segurança nacional), dirigida pelo Departamento de Estado, o Pentágono e a Agência Integral de Desenvolvimento (AID) mediante o Programa de Assistência Militar americano.
[RICHARD, Pablo; MELÉNDEZ, Guillermo. La Iglesia de los pobres en América central. Op.cit. p. 206.]
Desta maneira, Montenegro chega à presidência guatemalteca sem poder real; entretanto, favorece os planos das políticas norte-americanas de contra-insurgência sobretudo nas zonas catalogadas como de maior atividade guerrilheira; intensificam-se os rastreamentos por todo o país e as forças repressivas matam centenas de líderes indígenas e camponeses, ... defensores incansáveis da paz e da justiça.
A repressão e os assassinatos afetavam praticamente todos os setores nacionais. Assassina-se, tortura-se, arrasam-se aldeias completas, e tudo isto se complementa com a aparição de grupos paramilitares, entre os quais se sobressai a Mão Branca. Esta mutila os cadáveres e os deixa expostos em lugares públicos para gerar um sentimento de terror coletivo.
2.9 – Luta contra a repressão

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