.


.

Não perca o 7º Congresso Brasileiro de Missões!




Amigo em Missões,

 

Estamos a quase 4 meses do 7o Congresso Brasileiro de Missões: http://www.congressobrasileirodemissoes.com/

Caso não consiga hospedagem no Hotel Monte Real, há outras opções, como anunciado no site. Você também pode telefonar para uma imobiliária e alugar um apartamento. Na baixa temporada esse preço cai bem. Há grupos que já fizeram isso e estão a 300 metros do congresso. As despesas foram divididas no grupo e ficou bem em conta. Nesse caso, para refeições tem prato feito, alimentação por quilo... Não perca esse grande congresso missionário por falta de iniciativa de se organizar. Tem jeito barato de participar.

A inscrição do congresso é bem modesta, R$ 130,00. Faça a sua inscrição avulsa:

http://www.congressobrasileirodemissoes.com/index.php?option=com_content&view=article&id=135&Itemid=221 E, organize-se para estar no 7CBM.

Pode também se inscrever, avulso, e optar para ficar num dos hotéis, aqui divulgados:

http://www.congressobrasileirodemissoes.com/index.php?option=com_content&view=article&id=131&Itemid=163

Nos veremos em breve no 7CBM. Obrigado pelas orações e divulgação em prol do congresso.

 



--

GUATEMALA: CRESCENDO ATÉ QUE SE TORNE CELEIRO MUNDIAL DE MISSÕES

Assistir Cultos e filmes completos



Dissertação apresentada como requisito parcial para obtenção do certificado do Curso de Preparo Missionário da Missão Antioquia, sob a orientação do Prof. Hamilton Pernick.


Araçariguama/SP 2008



DEDICATÓRIA


Ao Deus Pai, Deus Filho e Ao Deus Espírito Santo.
Ao meu filho espiritual e por adoção, Danilo Augusto Pereira, mais que um amigo, mais chegado que um irmão, inspiração para viver em busca da justiça, Da santidade e da bondade
À Igreja de Cristo na terra, de toda tribo, língua, raça e nação, que aguarda o encontro com Cristo nos ares.



AGRADECIMENTOS
- Ao Prof. Rev. Silas Tostes, orientador e presidente da Missão Antioquia.
- À Diretora Missionária Márcia Tostes, À Missionária Sônia Coordenadora do CPM/2.008, À todos os membros, alunos e funcionários, do ministério Vale da Benção e ao Pastor Jonathan seu fundador.


- Aos professores do Curso de Preparo Missionário: Dr. Kevin Bradner (IMMI), Dra. Vera Gaboardi, Mis. Durvalina Bezerra (BETEL BRASILEIRO), Prof. Hamilton Pernick, Mis. Neide (ALEM), Missionário Márcio (MEAP), Reverendo Elben (ULTIMATO), Pr. Jonathan, Missionária Jussara (JOCUM), professores Maurício e Marcel(CADI), Mis. Alessandra Bernardes (IEQ), Prof. José Ronaldo, Geni Goulart (AEBVB), Pr. Oswaldo Lopes (IEC), Mis. Margaretha Adwardana (AME), Marcos Grava, Maria Cristina Vieira, Pr. Hsiung.


- Ao Pastor Rodrigo Benedetti, Companheiro de ministério, e dirigente da Igreja Internacional da Graça de Deus na Ponte Rasa/SP, e sua esposa Leia Bitencourt.


- Aos membros, obreiros, evangelistas e jovens, da Igreja Int. da Graça de Deus, e da IEAD/Mauá.


- Meus mais sinceros agradecimentos aos amigos e amigas de diversas cidades, e ESPECIALMENTE à minha família que estiveram solidários ao Chamado Divino para a minha vida, contribuindo assim para que eu realizasse mais um sonho que nasceu no coração de Deus para alcançar as Nações.


- Em especial agradeço aos meus discípulos: Danilo Augusto, Davi, Wilham Canuto, Valter, Américo Piropo, Géssica Menezes, Karina Evangelista, Juliana, e os irmãos Luiza, Dorival, Dora e Djalma. Pelo que posso afirmar, este trabalho foi possível se concretizar graças ao que cada um de vocês foi oferecendo, em forma de oração, oferta, amor e o mais importante: a sua amizade. Portanto, esta pesquisa não somente a mim pertence, mas, sim, é de todos Nós. De coração, muito obrigado, e que Dios Nuestro Padre, vos bendiga com muchas gracias.

INTRODUÇÃO - Trabalho acadêmico completo sobre a Guatemala



A República da Guatemala é um país de contrastes e contradições, situada na metade do continente americano, banhada por ondas do mar do Caribe e do Pacífico. Seus habitantes convivem numa Nação de caráter multiétnico, multilingüe e pluricultural uma população hoje estimada em cerca de 14 milhões de habitantes.



A Guatemala teve época de glorias dignas dos tempos da milenar cultura maia. Ainda pela conquista do Prêmio Nobel de Literatura e do Prêmio Nobel da Paz, intrinsecamente relacionados com uma expressão cultural própria, suas ciências, posição geográfica e riquezas naturais, suas músicas, poesias, artes e culturas, de homens e mulheres ilustres e humildes. Porém, a Guatemala tem escrito nas páginas da sua historia episódios e terror. Seus povos, os indígenas, viveram por muitos anos sob a sombra do medo e da morte.



A Guatemala está estruturada por distintos grupos étnicos, grupos indígenas que conviveram com os períodos da invasão espanhola, das independências, dos regimes militares, das políticas neoliberais, dos supostos governos democráticos, até mesmo de algumas ações desumanas.



A população dominante da Guatemala, mais ou menos 80%, são os indígenas, em maioria descendente dos maias. O restante se distribui entre os troncos dos "ladinos", garífunas e xincas. Apesar disso, a população indígena do período da colonização e de regimes militares constitui-se numa classe marginalizada, discriminada e excluída. Uma situação de abuso que resiste e persiste nos meios econômicos, políticos, sociais e religiosos, mesmo depois da assinatura do Acordo de Paz, em 1996, que estabelecia garantias legais aos índios.



Precisamente no período de 1980, a guerra foi considerada na Guatemala por diversos relatórios defensores dos direitos humanos como a mais sangrenta e cruel, coordenada pelo governo do general Efraín Ríos Montt. Na época, a voz de D. João Gerardi Conedera se destacou unida unida à de muitos homens e mulheres que gritavam e lutavam pelo afastamento da repressão. Passaram-se anos desde que foram assinados os acordos de paz na Guatemala, em 1996. Entretanto, a vida e dignidade dos povos da Guatemala continuam sendo violadas em seus diferentes aspectos: econômicos, sociopolíticos, culturais e religiosos, afetando os direitos fundamentais da maioria.



Nota-se também uma crise de identidade cristã, cada vez mais secularizada e alinhada em outros interesses. Nessa realidade, as pessoas procuram forças, bênção, de um poder mágico como garantia de amparo diante das circunstâncias como a extrema pobreza, as enfermidades, e outras dificuldades. É de se reconhecer, pois, uma Igreja imersa em uma crise na questão missionária.



Hoje em dia, o capitalismo vai devorando os países mais pobres daquela região. O Tratado de Livre Comércio (TLC), o Plano Puebla Panamá (PPP), e o projeto do Acordo de Livre Comércio das Américas (Alca), entre outros, estão gerando e reestruturando novos conhecimentos, estruturas orgânicas no modo de ser pessoa, sociedade, cultura e fé. Esta é uma constatação que não só preocupa a Igreja, que quer ser Boa Notícia do Reino de Deus, mas também de muitos outros movimentos da sociedade civil que estão em atitude vigilante, sem deixar de lado os problemas pendentes em nível nacional.



Uma das dificuldades para a pregação do evangelho na Guatemala, é a falta de traduções da Bíblia, já que existem 54 idiomas falados no país. Entretanto, é importante dizer que, em meio à essas preocupações e também pela situação econômica, política, social, religiosa e cultural, continua impondo-se a ação de homens e mulheres, expressão de uma Igreja comprometida com a causa dos pobres e dos indígenas.



Assim também de grupos e movimentos que mantêm viva e acesa a chama da esperança, a luta pela justiça, a paz e a dignidade das pessoas e comunidades. Por essa razão, esse trabalho de pesquisa visa reunir dados gerais sobre a República da Guatemala, informações que valem a pena ser estudadas para tirar o maior proveito e enriquecimento do trabalho evangelizador da Igreja Evangélica naquele país, no anúncio da mensagem de salvação.



Com esta análise verificaremos dados sobre História, Economia, Geografia, Política, Religião, e outros que nos leve a compreender principalmente a maneira de viver dos indígenas daquela região.

1 - PANORAMA - Trabalho acadêmico completo sobre a Guatemala




Nome oficial: República da Guatemala


Superfície: 108.890 km²


Situação geográfica: América Central.



Limites: Ao leste limita com o Mar das Antilhas, com Honduras e El Salvador, ao sul com oceano Pacífico, ao oeste com México e ao Nordeste com Belice e o Mar Caribe.


População: 12.952.000 habitantes. (2004)

Capital : Cidade de Guatemala



1.1 - Breve Descrição da Guatemala



Com uma área pouco maior que a do estado de Pernambuco Localiza-se na América Central logo abaixo do México.- em sete horas atravessa-se o país, do Pacífico ao Atlântico, de carro -e uma rica herança maia, a Guatemala é um dos principais destinos turísticos da América Central.
Em vilarejos espalhados por todo o país, entre lagos e vulcões, sobrevivem tradições de três mil anos, como os coloridos mercados públicos, as roupas bordadas a mão e os incríveis artesanatos. A natureza impressionante de altas montanhas, lagos e vulcões; a bela arquitetura colonial das cidades históricas; os sítios arqueológicos com ruínas da civilização Maia; a cultura riquíssima de uma população indígena de 21 diferentes etnias atraem turistas. O concreto e o zinco acabaram com a harmonia das antigas construções de adobe e palha, mas dentro das casas ainda resiste o aconchego do fogão a lenha, da vida coletiva.
Embora pequeno, o país possui 19 diferentes ecossistemas que abrangem 33 vulcões, muitos lagos, florestas tropicais, rios, praias ornadas de coqueiros, um deserto e uma cadeia de altas montanhas. Os indígenas formam 43% da população guatemalteca com tradições e o artesanato Maias. Tem um tempo muito bom o ano todo, os chamam de "a terra da mola eternal". Na realidade nós temos duas estações, a estação seca (de agosto à abril) e a estação molhada (de maio à agosto).

Bandeira: Três linhas verticais de tamanhos iguais (azul, branca e azul), com o escudo nacional no centro.
Bandeira da Guatemala




Nota de quetzal


Guatemala Principais cidades:
Ciudad de Guatemala (1.022.000 habitantes); Quezaltenango (152.228); Jalapa (118.943); Escuintla (114.626); Totonicapán (105.092).

2 - HISTÓRIA - Trabalho acadêmico completo sobre a Guatemala



2.1 - Os Maias
Os Maias desenvolveram uma civilização localizada nos territórios no sudeste do México, na Península de Yucatão, Guatemala e ao oeste de Honduras e El Salvador.
Considerada como uma das civilizações mais avançadas da América pré-colombiana, os maias foram grandes artistas e intelectuais que dominaram as matemáticas, sendo capazes de realizar muito complicados cálculos astronômicos.
Sua estrutura social era muito fechada e articulava-se em autonomias governadas por sacerdotes. Mantiveram relações estreitas com Teotihuacão e Monte Alban, comerciando com produtos como o sal, já que naqueles tempos Yucatão era o primeiro produtor desse mineral. Foi, sem lugar as dúvidas, a civilização mais importante do continente americano.

2.1.1 - Período Pré-clássico Temporão e Período Pré-clássico Médio

Seus inícios remontam-se a mais de 4.000 anos. Para seu estudo propõe-se quatro diferentes períodos.

No Período Pré-clássico Temporão, entre os anos 2000 ao 800 a.C. quando estabelecem-se povoados dedicados à pesca e uma agricultura de primitivos cultivos. Neste tempo, aparecem as típicas casas com teto de palha.

No Período Pré-clássico Médio do ano 800 ao 300 a.C. funda-se assentamentos tão importantes Tikal e estabelecem as principais rotas comerciais e aparecem as primeiras manifestações primitivas do que iria ser a grande cultura maia.

No Período Pré-clássico Tardio do 300 a.C. ao 250 d.C. proliferam as construções e pirâmides e templos, acima dos que foram construídos outros pelos descendentes.

No Período Clássico Temporão do ano 250 ao 600 d.C. os teotihuacanos invadem os maias, conquistando-os e, impondo as suas leis. Porém, a cultura maia consegue absorve-los. Esta etapa é conhecida como a Cultura Esperança, onde encontra-se elementos próprios das culturas do centro do México. É também nesta época quando cidades como Tikal, Copão ou Kaminaljuyú têm o seu apogeu, e desenvolve-se um elaborado calendário. Aparece por outro lado, as estrelas com grifos e a cerâmica policromada mudando suas formas e desenhos.

2.1.2 - Período Clássico Tardio do 600 ao 900 d.C

No Período Clássico Tardio do 600 ao 900 d.C. é quando a cultura maia alcança o cume do seu desenvolvimento. Neste tempo regiam-se por autonomias e cada reinado era independente dos outros. No final deste período, na Península de Yucatão tem início a civilização de Chichén-Izá e Uxmal, impondo-se acima das outras, lentamente.

No Período Pós-clássico Temporão, do ano 900 ao 1200 d.C. é quando inicia-se o estranho declive. É o momento em que os toltecas iniciam sua expansão, introduzindo a Quetzacóatl que aparece sob a forma do deus Kukulcão na cultura maia.

Finalmente, no Período Pós-clássico Tardio, do ano 1200 ao 1530 d.C. desenvolve-se a cultura dos maias itzaes, que fundam a cidade de Maiapão, destruida posteriormente, pelos xiú de Uxmal. À chegada dos espanhóis só deixaram vestígios da cultura maia. Porém, os Itzá resistiram à conquista por mais de 170 anos, até que Martín de Ursúa submeteu-os em 1697.

Do século IV ao século XI, as terras baixas da região de Péten foram o coração da florescente civilização Maia. Depois do colapso dos estados das terras baixas, os estados Maias do altiplano central continuaram existindo mais ou menos organizados. Embora os conquistadores espanhóis tenham chegado à região em 1523, houve uma feroz resistência das cidades-estado maias e a última só foi efetivamente conquistada em 1697 .

2.2 - Guatemala Colônia

No ano de 1542 o país organiza-se sob a Capitânia Geral, que incluia as províncias de Honduras, Nicarágua, Guatemala e Costa Rica. Durante os séculos XVI, XVII e XVIII a igreja concentrou grande parte do poder político.

Em 1543, foi criada a Audiência de Confines, que recebeu este nome por estar localizada em um ponto fronteiriço das províncias de Guatemala, Honduras e Nicarágua. Em Guatemala estabelece-se o primero arcebispado da América Central, no ano 1742.

Guatemala foi o nome de uma das Audiências que os espanhóis estabeleceram na América. A conquista do país foi por ordem de Hernán Cortés. Pedro de Alvarado começou a dominação do território, sendo nomeado governador e capitão da Guatemala e suas províncias.

2.3 - A Independência







A Guatemala viveu em paz até 1821, data em que as vitórias das tropas rebeldes no México mudaram a situação interna. O imperador Agustin Iturbide, apoiado por parte da população centro-americana incorporou a região ao Império do México, porém, em 1823, depois da sublevação de Santa Ana, foi proclamada a independência absoluta da América Central, isto é a antiga Capitania-Geral da Guatemala, com o nome de Províncias Unidas da Centro-América.
Esses acontecimentos levaram à formação de uma junta, que proclamou a independência da Guatemala. No começo do século XIX sucedem-se uma série de motins e enfrentamentos que foram desembocar na proclamação da Independência, depois de vários conflitos internos, Rafael Carrera, em 1847, tornou a Guatemala em república independente, separada dos demais Estados da Província. em 16 de setembro de 1821.

2.4 - Liberais e Conservadores

A Guatemala, até 1821, foi uma colônia da Espanha. Durante a segunda metade do Século XX experimentou uma variedade de governos militares e civis, bem como uma guerra civil que durou 36 anos. Em 1996, o governo assinou um acordo da paz terminando formalmente com o conflito, que levou à morte de mais de cem mil pessoas e tinha criado um milhão de refugiados.

Desde o ano 1831 até agora sucederam-se diferentes ditaduras sob a forma de governos liberais e conservadores. Na década dos anos sessenta e setenta do século XX, faz a sua aparição a gerrilha, tanto de extrema direita quanto da esquerda, que enfrentam-se durante vários anos. Nos anos oitenta sucederam-se golpes de estado por parte dos militares, que instauraram uma política de repressão e injustiça. Precisa–se assinalar que, um dos elementos que caracterizaram a história contemporânea da Guatemala, tem sido os contínuos enfrentamentos entre as duas ideologias predominantes no país: os liberais e os conservadores.

Estas lutas que provém do século XVII, tão só conseguiram que o país atrasasse sempre a sua oportunidade de vivir em paz e iniciar um desenvolvimento social justo. Nas recentes eleições saiu vencedor Alvaro Arzú, que promete resolver a difícil situação que o país atravessa.

2.5 - A Partir de 1960

A partir dos anos 1960, a Guatemala passou por períodos de bruscas mudanças, em especial das relações econômicas e do equilíbrio recíproco das diferentes classes e categorias sociais. Não menos importantes foram as lutas internas pela defesa dos direitos fundamentais da sua gente.

Nesse período, o país foi afetado pelas sucessivas mudanças políticas e pelo estalo do enfrentamento armado dos quais têm origem as bases para as inovadoras e repressivas estratégias militares de ordem "neocolonialista" contra os movimentos populares e de resistência antimilitar, apoiados por grandes massas de população e não devidamente vitoriosos. Nessa mesma época, eram notórias realidades similares na Nicarágua, também em Honduras, Costa Rica, El Salvador e Panamá.

Todos esses regimes militares foram-se consolidando e se justificando pelo que se chamou de "Doutrina da Segurança Nacional", ideologia imposta pelos Estados Unidos, que vinha de um origem mais conjuntural do que filosófica das políticas americanas. Por meio dela se aplicaram os mecanismos mais trágicos e devastadores contra pessoas e grupos, como também dos bens materiais, culturais e institucionais da História

2.6 - Realidade centro-americana

É interessante observar que os países que formam essa região foram desenvolvendo-se com base em particularidades históricas similares às do passado colonial da "República Federal", que abrangia a Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua e Costa Rica. Nesse tempo toda a realidade da América Central se caracterizava por suas lutas internas e externas.

Toda América Central viveu-se um auge econômico pela "robusta exportação agropecuária", que assegurava certa estabilidade econômica, assim como pela relativa expansão do mercado do café, banana, algodão, açúcar, cacau e arroz, entre outros. Em conseqüência, os países centro-americanos tinham uma característica comum: o mercado agropecuário, de importância fundamental para as políticas internas e externas de caráter pré-capitalista com firme contribuição das tendências expansionistas norte-americanas.

No caso da Guatemala, por exemplo, a consolidação de uma economia agropecuária levou à aplicação de reformas e leis que garantiam diretamente autênticos senhores feudais, políticos e militares como os principais beneficiários das rendas e em condições altamente favoráveis para se apossar de vastas extensões de terras. As circunstâncias em que se processam esses desmandos vão resultar em uma enorme desigualdade social.

É preciso voltar no tempo e considerar que, por muitas décadas, fronteiras geográficas naturais da Guatemala foram bens não apenas de sobrevivência dos maias do Meso-América. Era seguido à risca o pensamento segundo o qual a terra "é um bem, um dom entregue por Deus à humanidade e, por sua vez, um símbolo central da cultura e espiritualidade pela qual se constitui uma relação intrínseca com a identidade dos maias".

2.7 – Luta pela Terra

Esses tinham outra percepção sobre o uso da terra, que a consideravam não como meio de exploração, mas para a vida entregue ao livre jogo na natureza. Esta é sua visão predominante nos povos indígenas como: Achí, Acateco, Awacateco, Chortí, Chuj, Itza, Ixil, Jacalteco, Kanjobal, Cachiquel, Quiché, Mam, Mopám, Pocomam, Pocomchí, Q´eqchí, Sacapulteco, Sicapaquense, Tectiteco, Tz´utujil e Uspanteco.

Cada um dos grupos mantinha seus próprios costumes, línguas e tradições, unidos em uma mesma raiz milenária da cultura maia e identificados pela cosmovisão relacionada à "Mãe Terra". Terra que dos períodos da conquista européia até nossos dias lhes foi negada, particularmente da mesma legislação política e reformas que omitem a discussão do tema agrário, tal como tentaram em várias oportunidades os diferentes movimentos indígenas e camponeses na luta por seus direitos.

Em razão de antagonismos, a oligarquia política burguesa e militar e os novos setores agroexportadores não estavam dispostos a negociar privilégios para a hegemonia do "Mercado Comum Centro-Americano (MCC)", dirigido pelas políticas e agências econômicas regionais norte-americanas. Assim, então, não se aplicavam leis de reformas agrárias a favor do grupo de camponeses ou dos grupos indígenas. Os interesses particulares seriam tragicamente afetados. Por isso, era conveniente legislar com políticas estratégicas para recolocar os camponeses em terras de reservas, impróprias para a agricultura e sem condições mínimas de comunicação e transporte.

2.8 – Presidente Julio Césart Méndez Montenegro


Nas eleições presidenciais do dia 6 de março de 1966, foi eleito o advogado e professor Julio César Méndez Montenegro, do Partido Revolucionário, de tendência centrista.


Durante o período 1966-1970, a violência aumentava e as garantias individuais foram suspensas. Inicia-se, então, a chamada "etapa de repressão institucionalizada", o que quer dizer que foi um primeiro golpe contra os movimentos guerrilheiros e população do Nordeste do país: o ex-professor universitário cede totalmente diante dos militares e permite que se impulsione a campanha de segurança interna (segurança nacional), dirigida pelo Departamento de Estado, o Pentágono e a Agência Integral de Desenvolvimento (AID) mediante o Programa de Assistência Militar americano.


[RICHARD, Pablo; MELÉNDEZ, Guillermo. La Iglesia de los pobres en América central. Op.cit. p. 206.]


Desta maneira, Montenegro chega à presidência guatemalteca sem poder real; entretanto, favorece os planos das políticas norte-americanas de contra-insurgência sobretudo nas zonas catalogadas como de maior atividade guerrilheira; intensificam-se os rastreamentos por todo o país e as forças repressivas matam centenas de líderes indígenas e camponeses, ... defensores incansáveis da paz e da justiça.


A repressão e os assassinatos afetavam praticamente todos os setores nacionais. Assassina-se, tortura-se, arrasam-se aldeias completas, e tudo isto se complementa com a aparição de grupos paramilitares, entre os quais se sobressai a Mão Branca. Esta mutila os cadáveres e os deixa expostos em lugares públicos para gerar um sentimento de terror coletivo.

2.9 – Luta contra a repressão


A Guatemala caracterizou-se também pelos diferentes grupos populares e guerrilheiros, como a Força Armada Revolucionária (FAR), o Partido Guatemalteco do Trabalho (PGT) e o Movimento 13 de Novembro, que lutavam incansavelmente pela mudança do sistema político e econômico e ganhavam força ante a repressão e injustiça praticadas por ditaduras militares.
As aspirações dos grupos populares eram concretas e suas decisões, objetivas. Diante dos desmandos do poder, da pobreza e exclusão social, defendiam a necessidade de tomar o poder para construir uma nova ordem nacional.
A equipe de pesquisa da Comisão para o Esclarecimento Histórico (CEH), ao concluir um trabalho investigativo na Guatemala, "Conclusões e Recomendações do Informe para o Esclarecimento Histórico", em 1998, determinou que: embora no enfrentamento armado aparecem como atores mais visíveis o Exército e a insurgência... (constatamos) a implicação de todo o Estado, unificando suas diversas instituições e mecanismos coativos. Deste modo, comprova a responsabilidade de ações efetivas por parte dos partidos políticos, da classe universitária e da Igreja, assim como outros setores da sociedade.

[CONCLUSIONES Y RECOMENDACIONES DEL INFORME DE LA COMISIÓN PARA EL ESCLARECIMIENTO HISTORICO. Guatemala, memoria del silencio. Op.cit. p. 21.]


O cenário nacional era bastante complexo pelas diversas participações de atores diretos e indiretos que apoiaram o conflito armado no país.
À época dos anos 1970 e seguintes espalhou-se uma crescente atividade do enfrentamento armado. Em várias regiões, o Exército identificou os indígenas de origem maia como grupos afins à guerrilha. O Estado, apoiando-se em tradicionais mecanismos e preconceitos racistas, serve-se dessa identificação para eliminar as possibilidades presentes e futuras, para que a população indígena emprestasse ajuda ou se incorporasse a qualquer projeto insurgente.
Com os massacres, as operações de terra arrasada, o seqüestro e execução de autoridades, de líderes maias e de guias espirituais, não somente se buscava quebrar as bases sociais da guerrilha, mas acima de tudo os valores culturais que asseguravam a coesão e a ação coletiva dos povos indígenas.
A Igreja da Guatemala mantinha a esperança de que os projetos de desenvolvimento pudessem ser uma alternativa dos cristãos, que desde 1964 tinham apoiado o partido da Democracia Cristã. Surgem então diferentes centros de promoção humana e religiosa.

.

.

Lançamento!

Lançamento!

.

.

Versão Ebook do Trabalho Acadêmico: Guatemala, até que se transforme em celeiro mundial de missões!